(Vídeo na matéria) Grupo criminoso especializado em golpes digitais contra empresas é preso
nesta manhã de sexta-feira O grupo chegava a estipular "metas" para os golpes, buscando lesar as vítimas em valores mínimos de R$ 20 mil por crime

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (05.11), a Operação Deceptio para desarticular uma estrutura criminosa voltada à prática de estelionatos digitais e fraudes corporativas contra empresas.
Na operação, são cumpridas seis ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e três de afastamento de sigilo telemático. Todos os mandados são cumpridos na Capital.
As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
A investigação teve início a partir da comunicação de uma tentativa de fraude ocorrida em fevereiro de 2025 contra uma empresa do ramo de construção civil em Cuiabá. Na ocasião, criminosos utilizaram o aplicativo WhatsApp para se passar por um dos sócios da pessoa jurídica e solicitaram uma transferência de valores via Pix.
O prejuízo financeiro contra a empresa foi evitado pela atuação imediata das equipes policiais, que prenderam em flagrante o titular da conta bancária fornecida para o recebimento do dinheiro.
Com o aprofundamento das diligências e a realização de perícias autorizadas pela Justiça, a Polícia Civil identificou que a ação não se tratava de um fato isolado, mas sim de uma rede organizada de crimes cibernéticos. Alguns investigados confessaram ter vendido o acesso às suas contas bancárias para viabilizar as fraudes.
As análises nos aparelhos apreendidos revelaram a participação direta de outros criminosos na gestão de perfis falsos, no levantamento de dados de setores financeiros de empresas e no direcionamento das abordagens no ambiente digital.
Segundo a DRCI, o grupo chegava a estipular meta de faturamento para os golpes, buscando lesar as vítimas em valores mínimos de R$ 20 mil por crime. As apurações confirmaram a existência de fraudes consumadas contra outras pessoas em diversos estados do país.
O caso continua a ser investigado.
Fonte: Polícia Civil MT








