Polícia Civil prende grupo criminoso por executar rival a tiros
Execução estaria relacionada à disputa entre facções criminosas. Crime foi esclarecido e suspeitos foram presos em menos de 24 horas

A Polícia Civil deflagrou, neste sábado (7.11), a Operação Palam que resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas e apreensão de um menor de idades, apontados como integrantes de um grupo criminoso envolvido em um homicídio qualificado, em Guarantã do Norte.
Os suspeitos, com idades entre 18 e 22 anos, foram autuados em flagrante por crime de homicídio qualificado e integrar organização criminosa. O menor, de 17 anos, responderá a ato infracional análogo aos mesmos crimes.
O crime, que vitimou um homem, de 26 anos, ocorreu na noite de sexta-feira (6), em via pública, no bairro Jardim Itália, em Guarantã do Norte. Na ocasião, a vítima foi atraída até o local, onde foi surpreendida por três criminosos. Ao perceber a emboscada, a vítima tentou fugir, mas foi alcançada pelos suspeitos e morta mediante diversos golpes de arma branca.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar iniciou as diligências e em menos de 24 horas após o crime, conseguiu identificar os principais envolvidos, reconstruir a dinâmica da execução e efetuar a prisão dos suspeitos apontados como integrantes do núcleo responsável pela ação criminosa.
Durante o avanço das diligências, a Polícia Civil, também identificou a participação de uma mulher que teria auxiliado na preparação da emboscada. Conforme os elementos colhidos, ela teria participado do acompanhamento da vítima, auxiliado na permanência dela no local e colaborado com a logística utilizada pelo grupo criminoso.
Um adolescente também foi identificado no contexto da ação e teria sido utilizado para auxiliar na aproximação e atração da vítima até o ponto escolhido pelos executores.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Mauro Apoitia, os elementos apurados apontam que o homicídio está relacionado a disputas entre facções criminosas. “A vítima já havia sido alvo de outras tentativas de homicídio, circunstância que reforça a linha investigativa relacionada à atuação de grupos criminosos rivais”, explicou o delegado.
Durante a abordagem policial, dois dos investigados ainda destruíram seus aparelhos celulares, numa tentativa de impedir a coleta de mensagens, contatos e outros elementos de prova relacionados à investigação.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para aprofundar a participação individual de cada envolvido, apurar eventuais conexões com outros integrantes da organização criminosa e identificar possíveis ordens e determinações relacionadas à execução.
Operação Palam
O nome da operação, Palam, é uma expressão de origem latina que significa “às claras”, “abertamente” ou “à vista de todos”. A denominação faz referência ao trabalho investigativo que permitiu trazer à luz a dinâmica do homicídio, a estrutura de atuação dos envolvidos e os elementos que antes permaneciam ocultos.
Fonte: Assessoria






